Arquitetura Técnica em Património
Arquitetura Técnica em Património
O Relatório Prévio é um documento técnico para apoiar decisões críticas antes do projeto para intervenções em edifícios existentes, especialmente quando existe risco patrimonial (imóvel classificado/em vias de classificação, ZEP, áreas históricas) e/ou incerteza regulamentar.
Serve para responder, antes do projeto e antes de compromissos, a perguntas simples e decisivas:
é admissível, é condicionado, ou é inviável?
Num enquadramento cada vez mais assente em Regime mais declarativo, com verificação posterior , o Relatório Prévio reduz exposição e clarifica responsabilidades antes de compromissos irreversíveis.
Investidores e Promotores
Para decidir se avançar, reformular, negociar ou abandonar uma intenção (compra, investimento, reabilitação).
Arquitetos e Equipas de Projeto
Para definir o “campo admissível” antes de fechar conceito e evitar trabalho de projeto em soluções incompatíveis.
Enquadramento patrimonial, urbanístico e regulamentar
IGT (PDM/PU/PP), servidões/condicionantes, património (ZEP), SCIE quando aplicável
Limites e condicionantes críticas
Pontos que exigem confirmação por entidades competentes
Identificação de exposição técnica, legal e administrativa (incluindo pontos de verificação a jusante)
Mapa de responsabilidades (promotor / autores / direção de obra / entidades a consultar)
SCIE (quando aplicável)
Quando a complexidade ou o risco o justificam, o Relatório Prévio pode integrar Evidência Física do Existente (levantamento em nuvem de pontos / TLS e fotogrametria).
Em intervenções sensíveis, o passo seguinte pode ser a AIP — Avaliação de Impacte Patrimonial, aprofundando e qualificando os temas identificados no Relatório Prévio.
Um PDF técnico estruturado, com fontes / regras / exceções :
Sumário executivo (decisão rápida)
Identificação do que é admissível (green)/ condicionado (amber) / não permitido (red)
Exposição e pontos críticos (e o que falta para aumentar a confiança)
Próximos passos e indicação clara de validação por entidade competente (quando aplicável)
nem sempre há levantamento
nem sempre há AIP
O registo de regras e fontes é proporcional ao risco
Não substitui projeto de arquitetura/engenharias
Delimita o campo admissível e a responsabilidade técnica exigível para avançar
Não garante licenciamento (a decisão é sempre da entidade competente)
Não substitui a responsabilidade legal dos intervenientes (promotor, autores, direção de obra)
Não elimina exposição — identifica-o e organiza-o para decisão informada
Envie localização + intenção + elementos disponíveis; devolvemos enquadramento, exposição e próximos passos
A análise inicial indicará se o enquadramento é adequado
e se é recomendável integrar levantamento em nuvem de pontos, fotogrametria
e/ou AIP, sempre com âmbito e limites declarados, proporcional ao risco.